terça-feira, 15 de novembro de 2011

Trocando Ouro Por Bronze

“Quando em nada mais me gloriar, então será dEle toda a glória.”

No tempo em que ainda havia reis em Israel seguiu-se uma sucessão de monarcas ímpios, que mesmo tendo conhecimento de Deus não andaram nos seus caminhos, nem fizeram a Sua vontade. Um destes tais foi Roboão, filho de Salomão com a amonita Naamá, que ascendeu ao trono após a morte de seu pai. Segundo a narrativa do I Livro dos Reis, capítulo 14 e versículo 21, ele começou a reinar aos 41 anos de idade e reinou por 17 anos em Jerusalém. Durante o seu reinado o povo de Judá corrompeu-se espiritualmente, pecando mais do que a geração anterior, aborrecendo e ofendendo a Deus mais do que fizeram os seus antepassados. Embora continuassem cultuando a Deus, também edificaram altos, colocaram estátuas, colunas e postes-ídolos sobre todos os montes e debaixo de toda árvore frondosa. Cometeram abominações contra o Senhor tal como os povos que não conheciam a Deus. Por isso, no II Livro das Crônicas, capítulo 12 e versículos 1 a 11 está escrito que o Senhor entrou em juízo contra eles enviando Sisaque, rei do Egito, contra Jerusalém. Seus exércitos dominaram a cidade, saquearam a casa do rei e o Templo, levaram para o Egito todos os seus tesouros, inclusive os trezentos escudos de ouro, que o seu pai Salomão mandara fazer, os quais eram empunhados pelos guardas todas as vezes que o rei entrava no Templo. Para substituí-los, Roboão mandou fazer trezentos escudos de bronze . Desde então, toda vez que o rei adentrava o Templo, no lugar dos escudos de ouro, os guardas empunhavam os escudos de bronze. Diante de seus olhos não era mais manifestada a “glória de Deus” simbolizada pelo ouro, mas sim o “juízo de Deus” representado pelo bronze dos escudos. O povo se corrompera, o rei afastou-se de Deus e o bronze substituiu o ouro; a glória de Deus foi trocado pelo juízo divino. Não vivemos em nosso país num regime de monarquia, não temos reis, pelo menos não com coroas e assentados em tronos, contudo alguns se posicionam com se assim o fossem. Em nome de Deus fazem e acontecem; ora se enriquecendo, ora sendo reconhecidos como celebridades no mundo gospel; onde freqüentar a feira das vaidades e acariciar o ego se tornou um capricho trivial. E o ouro vai sendo trocado pelo bronze. Há muito poderia ter se dito para tais pessoas e seus seguidores: “ICABODE”, foi-se a glória do Senhor. Deus já não é a pessoa mais importante nos seus corações. O ouro da oração que brota de um coração contrito foi trocado pelo bronze da presunção e da soberba espiritual. O bronze do materialismo e da prosperidade substituiu o ouro do sofrimento e sacrifício por Cristo. Trocando ouro por bronze, trocam o que é eterno pelo que é efêmero. As vidas estão tão cheias de ídolos que não há nelas lugar para a cruz. Em dias onde a fé se desvanece, a igreja imita o mundo e o crente sucumbe às tentações e afunda no pecado, o ouro desaparece da adoração e o bronze toma o seu lugar. Necessitamos urgente de um genuíno avivamento. Jamais precisou-se tanto de vidas consagradas no altar, de crentes compromissados em praticar a Palavra de Deus a qualquer custo. Integridade de caráter e testemunho eficaz são imprescindíveis em tempos de comodismo e frieza espiritual. Que o Senhor tenha misericórdia de nossa geração e que a Sua glória resplandeça sobre nós.

Pr. Jadir Siqueira


Um comentário:

  1. Belíssimo texto, querido pastor Jadir. Como sempre, suas palavras são cheias da sabedoria que vem do alto.

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