sábado, 19 de novembro de 2011

O Caminho de Deus Na Tempestade


“As dificuldades são apenas oportunidades disfarçadas de dificuldades”
Algum tempo atrás li sobre um casal que perdeu sua filhinha acometida por leucemia. Em meio à intensa dor da separação a pergunta que não podia calar torturava seus corações: “Onde Estava Deus quando nossa filhinha morria naquele hospital?”. Tantos outros, em meio a terríveis sofrimentos também perguntam: Onde está Deus? Há uma afirmação no livro do profeta Naum que me motivou a pensar mais acuradamente sobre como Deus lida com o sofrimento humano. O profeta assegura que “o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade” {Naum 1.3}. Quando Jonas, o profeta fujão, foi sacudido por violenta tempestade,  no navio que seguia para Társis, o Senhor preparou-lhe um grande peixe para livrá-lo do afogamento e conduzi-lo na direção de Nínive. Quando navio adramitino onde viajava Paulo, o apóstolo, foi arrastado violentamente por um tufão de vento chamado Euroaquilão e encalhou no mar Adriático; a violência das ondas destruíam a popa do navio e estava prestes a naufragar, o Senhor preservou a vida de Paulo que agarrado a destroços do navio nadou até a ilha de Malta {Atos cap. 27}. Deus tem o seu caminho na tempestade, Ele nunca nos deixa só, jamais nos abandona na hora do sofrimento e no momento certo nos livra. E depois que a tempestade passa por nossas vidas deixando tudo fora do lugar temos a tendência de perguntar: “Por que Ele não me livrou antes?”. Certamente o Senhor tem as suas justas razões, mas costumo pensar que Ele usa as tormentas e as tempestades que avassalam nossas vidas para moldar nosso caráter à semelhança de Cristo. Deus usa as tribulações para ensinar preciosas lições a Seus filhos. É assim que Deus opera. Antes Deus fica conosco no meio da tribulação. Depois Ele nos tira dela. Deus forja na fornalha ardente da tribulação as coroas de ouro para galardoar seus servos. {II Coríntios 4.17 “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação.”}. Quando passarmos por uma grande provação, não a encaremos como derrota, lembremos que em todos os lugares difíceis que Deus nos leva, Ele está criando oportunidades para exercitarmos a nossa fé, de tal forma que ela produza resultados positivos e glorifique o Seu nome. Deus não vê as provações como dificuldades, mas como oportunidades. O sofrimento é o arado de Deus, que revolve as profundezas da alma para produzir a mais abundante colheita. O caráter cristão dos que se entregam a Deus é forjado em meio ao sofrimento. Paulo, escreveu várias epístolas enquanto estava na prisão. Homero, o célebre poeta dos gregos era cego! John Bunyan escreveu o incomparável “O Peregrino” encarcerado na velha prisão de Bedford, na Inglaterra. As dificuldades nos são enviadas para revelar-nos o que Deus pode fazer em resposta à fé que ora e trabalha. As mais belas flores crescem nas regiões isoladas das grandes montanhas; as pedras preciosas mais fantásticas passaram mais tempo na roda do lapidário. As estátuas mais famosas sofreram os maiores golpes de cinzel do escultor. Consideremos o exemplo do jovem Davi. Pela fé ele venceu um leão e um urso, e depois derrubou o poderoso Golias. Quando o leão atacou as ovelhas, Deus proporcionou a Davi uma oportunidade de exercitar a sua fé nEle. O leão era uma oportunidade disfarçada de dificuldade. De fato, toda dificuldade visualizada de maneira correta se torna em uma nova oportunidade de Deus para o nosso crescimento espiritual. Fiquemos firmes nas promessas de Deus até que Ele venha ao nosso encontro. Ele sempre caminha pela estrada de Suas promessas. Martinho Lutero dizia que “o verdadeiro crente crucificará a pergunta: “Por quê? Ele obedecerá sem perguntar.” A pergunta correta a ser feita é: “Para quê?”. Qual propósito tem Deus nesta provação? O que Ele quer me ensinar? Mesmo quando sofremos não devemos dar lugar ao desânimo. Ele é uma cilada sutil do inimigo. O desânimo abate e murcha o coração e o incapacita de acolher a graça necessária para suportar silenciosamente o sofrimento. Ele exagera o tamanho das dificuldades e o nosso fardo parece pesado demais para ser carregado. Certa vez alguém muito sabiamente pronunciou as seguintes palavras: “Não me importo se as coisas não vão muito bem enquanto caminho, pois estou indo para o lar celestial. O que pode acontecer é eu chegar lá bem cansado e ferido, mas a intensa alegria da acolhida me fará esquecer para sempre das dificuldades e sofrimentos da jornada”. Nunca se esqueça – O Senhor tem o seu caminho na tempestade.
                                                                                                            Pr. Jadir Siqueira

A Casa do Oleiro


O Senhor é o meu oleiro e eu sou o seu barro”
Certo dia o Senhor ordenou ao profeta Jeremias que descesse à casa do oleiro, pois ali, lhe ensinaria valiosas lições {Jeremias 18.1-6}. Sendo profeta e não oleiro, a atividade deste artesão do barro não era tão conhecida por ele, por isso Jeremias desceu à casa do oleiro e atentamente observou o homem trabalhando. Enquanto moldava um vaso o barro se lhe estragou na mão e habilmente o oleiro tornou a fazer do mesmo barro outro vaso, segundo o seu plano e vontade. Então lhe disse o Senhor: “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro?”. Não prentendo discorrer sobre o aprendizado do profeta, mas sobre o meu. Aprendi que Deus é o oleiro e nós somos o barro. O Senhor poderia usar ouro para fazer o vazo, mas escolheu o barro. O oleiro tem direito absoluto de dar a forma que quiser ao vaso. Mesmo quando o vaso se quebra, Ele não desiste, recomeça e faz outro vaso. Jamais poderei pensar que sou vaso de ouro e não de barro. Como barro que sou, prefiro ser amassado por Deus do que alisado pelo diabo. Se Deus me quebrar é porque ele deseja me moldar de novo. Se ainda estou na roda do oleiro é porque Ele continua moldando a minha vida. O divino oleiro nunca falha e no final eu serei um vaso perfeito. Aleluia!
                                                                                                                      Pr. Jadir Siqueira

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Não se Torne um Abominável

“Amo a Deus quando aborreço o pecado e aborreço a Deus quando amo o pecado”

Há atitudes que Deus aprova e há as que Deus condena. Há ações que o agradam e outras que são abomináveis na sua presença. Quero fazer referência a seis coisas que afrontam ao Senhor e a uma que é para Ele uma abominação. No livro de Provérbios, no sexto capítulo há uma lista de seis coisas {Provérbios 6.16-19a} que aborrecem ao Senhor. Enquanto eu meditava, pela ordem, em cada uma delas, minha mente foi tecendo associações com personagens bíblicos que as evidenciaram em suas vidas e obstinadamente afrontaram ao Senhor. A lista inicia-se com “olhos altivos”, expressão que delineia uma pessoa orgulhosa; e para ilustrar o agravo quero reportar-me ao grande rei Nabucodonozor, que no auge da sua grandeza, passeando nos famosos jardins suspensos do seu majestoso palácio na Babilônia disse para si mesmo: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder e para a glória da minha majestade? {Daniel 4.29,30}”. No mesmo instante o reino lhe foi tirado, ele foi expulso de entre os homens, colocado de quatro a pastar entre os animais durante sete anos {Daniel 5.18-21}. “Língua mentirosa”, o Senhor aborrece; me vem a mente o caso de Geazi, servo de Eliseu, astuto e ambicioso, vislumbrou no grato Naamã a oportunidade de tirar proveito financeiro e alcançando-o no caminho, logrou mercê, e retornou na posse de dois talentos de prata e duas vestes festivais {II Reis 5.20-23}. Todavia, quando confrontado pela pergunta do profeta Eliseu: “Donde vens, Geazi?”, mentindo mais uma vez, respondeu: “Teu servo não foi a parte alguma.” Diante de tal resposta, o profeta escancara-lhe diante da face a mentira proferida e atribui-lhe a imprecação merecida: “ ...a lepra de Naamã será sobre ti e aos teus descendentes para sempre.” {II Reis 6.27}. E Geazi retirou-se leproso da presença de Eliseu, e sua pele ficou branca como a neve.
                                                                                                            - continua -

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Peregrino na Estrada de Gaza

“O Senhor se deixa encontrar por quem o busca com um coração sincero”
Ao ler na Bíblia, o texto elucidativo do livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 8 e versículos 26 a 40, inspirou-me o pensamento de que o Senhor se deixa achar por aqueles que com sinceridade o procuram. O desenvolvimento da narrativa para isto corrobora: Um viajante etíope segue com sua comitiva pelo caminho que leva à Gaza. Um eunuco, estrangeiro, provavelmente um prosélito que fora a Jerusalém para adorar o Deus dos judeus e, cumprida a missão retorna para sua terra. Era uma viagem longa, exaustiva, e enquanto percorria a estrada que rumava para Gaza, o viajante lia sem entender no rolo do profeta Isaías um texto que descreve o Messias sofredor. Enquanto isso em Samaria, Deus operava grandes maravilhas através do evangelista Filipe: almas eram salvas; enfermos eram curados e possessos eram libertados. O que o etíope, e nem Filipe imaginavam, é que o Senhor havia marcado um encontro para eles. E o Senhor ordena a Filipe através de um anjo para que se dirija para a estrada de Gaza, ali chegando o Espírito Santo o incita a acompanhar o carro onde o eunuco lia uma porção das Escrituras. Aproximando-se, Filipe pergunta-lhe: Compreendes o que vens lendo? E obtém como resposta: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E subindo no carro, o evangelista Filipe discorrendo sobre a escritura desfez a dúvida do etíope e anunciou-lhe a Jesus. Consigo vislumbrar nos acontecimentos da estrada de Gaza um belíssimo quadro da graça divina socorrendo o homem perdido na sua miséria espiritual. Primeiro Deus coloca no coração do homem um anseio pela eternidade {Eclesiastes 3.11}; e o etíope fora para Jerusalém à procura de um sentido para sua vida, retorna a sua terra lendo a Palavra de Deus {Salmo 19.7}; depois Deus move o coração de seu servo e o direciona ao encontro do estranho na estrada deserta {Provérbios 21.1}, a seguir usa a Sua Palavra para produzir fé naquele coração sedento pela verdade {Romanos 10.17}. Finalmente o etíope crendo que Jesus Cristo é o Filho de Deus toma a decisão de recebê-lo como seu Salvador {Romanos 10.9}, e em seguida é batizado por Filipe. E Lucas termina o seu relato do acontecido testemunhando o resultado do encontro de um homem miserável com a Graça Divina: “e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo” {Atos 8.39}.
Pr. Jadir Siqueira

No Monte e no Vale

“Sempre que oramos, algo extraordinário acontece em algum lugar”

Quando Israel caminhava pelo deserto foram muitos os livramentos que Deus lhes concedeu. Lembrei-me certa feita de um e voltei-me para a Palavra de Deus a procura da referência onde está registrado. Tudo aconteceu no embate que se deu entre o exército de Israel e o exército dos amalequitas. No no livro de Êxodo, capítulo 17 e versículos 8 a 16 é onde encontramos este acontecimento. Figuradamente é Jacó novamente confrontando seu irmão Esaú, visto que o primeiro é o patriarca dos israelitas, e o segundo, o antepassado dos amalequitas. Simbólicamente muitos vêem aí um conflito entre o espírito e a carne, a igreja e o  mundo, os justos e os perversos. Israel se preparou para a batalha: Moisés, Arão e Hur subiram ao cume do outeiro e Josué e seu exército desceram ao vale. Moisés subiu com o bordão em sua mão, Josué empunhou a espada, e travou-se a batalha contra os amalequitas. É notório no desenrolar da narrativa que a vitória dependia dos que estavam no monte e não dos que estavam no vale. Quando Moisés erguia suas mãos, Israel prevalecia, quando, porém,  as abaixava, prevalecia Amaleque. A vitória residia no bordão e não na espada, na intercessão e não na luta. Foi-me muito precioso aprender com este episódio que a oração é mais poderosa que a espada; que o ministério de intercessão é mui pesado, e é necessário perseverar até ao sol se por. Facilmente sentimos pesar nossas mãos, portanto precisamos de companheiros ao nosso lado para nos sustentar e ficarmos firmes até a luta cessar e nos apossarmos da vitória. Lembrei-me, quantas vezes descemos ao vale para a batalha sem antes contar com incessante intercessão no monte. Outras vezes, mesmo sabendo que os valentes de Deus estão batalhando no vale, não há em nós a menor disposição de interceder pelo menos por alguns minutos no monte. Nunca devemos esquecer: “a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra o príncipe das potestades dos ares. No entanto o Senhor dos Exércitos é por nós. ALELUIA!

Pr. Jadir Siqueira

Trocando Ouro Por Bronze

“Quando em nada mais me gloriar, então será dEle toda a glória.”

No tempo em que ainda havia reis em Israel seguiu-se uma sucessão de monarcas ímpios, que mesmo tendo conhecimento de Deus não andaram nos seus caminhos, nem fizeram a Sua vontade. Um destes tais foi Roboão, filho de Salomão com a amonita Naamá, que ascendeu ao trono após a morte de seu pai. Segundo a narrativa do I Livro dos Reis, capítulo 14 e versículo 21, ele começou a reinar aos 41 anos de idade e reinou por 17 anos em Jerusalém. Durante o seu reinado o povo de Judá corrompeu-se espiritualmente, pecando mais do que a geração anterior, aborrecendo e ofendendo a Deus mais do que fizeram os seus antepassados. Embora continuassem cultuando a Deus, também edificaram altos, colocaram estátuas, colunas e postes-ídolos sobre todos os montes e debaixo de toda árvore frondosa. Cometeram abominações contra o Senhor tal como os povos que não conheciam a Deus. Por isso, no II Livro das Crônicas, capítulo 12 e versículos 1 a 11 está escrito que o Senhor entrou em juízo contra eles enviando Sisaque, rei do Egito, contra Jerusalém. Seus exércitos dominaram a cidade, saquearam a casa do rei e o Templo, levaram para o Egito todos os seus tesouros, inclusive os trezentos escudos de ouro, que o seu pai Salomão mandara fazer, os quais eram empunhados pelos guardas todas as vezes que o rei entrava no Templo. Para substituí-los, Roboão mandou fazer trezentos escudos de bronze . Desde então, toda vez que o rei adentrava o Templo, no lugar dos escudos de ouro, os guardas empunhavam os escudos de bronze. Diante de seus olhos não era mais manifestada a “glória de Deus” simbolizada pelo ouro, mas sim o “juízo de Deus” representado pelo bronze dos escudos. O povo se corrompera, o rei afastou-se de Deus e o bronze substituiu o ouro; a glória de Deus foi trocado pelo juízo divino. Não vivemos em nosso país num regime de monarquia, não temos reis, pelo menos não com coroas e assentados em tronos, contudo alguns se posicionam com se assim o fossem. Em nome de Deus fazem e acontecem; ora se enriquecendo, ora sendo reconhecidos como celebridades no mundo gospel; onde freqüentar a feira das vaidades e acariciar o ego se tornou um capricho trivial. E o ouro vai sendo trocado pelo bronze. Há muito poderia ter se dito para tais pessoas e seus seguidores: “ICABODE”, foi-se a glória do Senhor. Deus já não é a pessoa mais importante nos seus corações. O ouro da oração que brota de um coração contrito foi trocado pelo bronze da presunção e da soberba espiritual. O bronze do materialismo e da prosperidade substituiu o ouro do sofrimento e sacrifício por Cristo. Trocando ouro por bronze, trocam o que é eterno pelo que é efêmero. As vidas estão tão cheias de ídolos que não há nelas lugar para a cruz. Em dias onde a fé se desvanece, a igreja imita o mundo e o crente sucumbe às tentações e afunda no pecado, o ouro desaparece da adoração e o bronze toma o seu lugar. Necessitamos urgente de um genuíno avivamento. Jamais precisou-se tanto de vidas consagradas no altar, de crentes compromissados em praticar a Palavra de Deus a qualquer custo. Integridade de caráter e testemunho eficaz são imprescindíveis em tempos de comodismo e frieza espiritual. Que o Senhor tenha misericórdia de nossa geração e que a Sua glória resplandeça sobre nós.

Pr. Jadir Siqueira


Qual Glória Nós Amamos?


     "É incrível como vamos nos tornando muito parecidos com aquilo que amamos"


João, no seu evangelho {12.42,43}, ao falar dos que creram em Cristo, inclui entre eles muitos dentre as próprias autoridades judaicas. Pessoas nobres, que ao ouvirem o ensino de Cristo foram convencidas e convertidas, contudo por temerem ser expulsos da sinagoga e por amarem a glória humana, não confessaram a Cristo diante dos homens, e tampouco glorificaram a Deus. Focado neste tema: Glória de Deus ou Glória dos homens, voltei-me para o livro do profeta Jeremias {9.23,24}, palavras santas do Senhor, sobre o que deve o homem se gloriar. O texto inicia-se discorrendo sobre a glória dos homens e apresenta motivos terrenos para o homem se gloriar: Sabedoria humana – Força física e Riquezas deste mundo. Sem dúvida uma tríade por demais tentadora, na qual tropeçam muitos dos mortais. A advertência divina é que: O sábio não se glorie na sua sabedoria, como o fez o grande Salomão, e no final da sua vida concluiu que correr atrás da sabedoria é correr atrás do vento, é pura vaidade, e o resultado é muito enfado e profunda tristeza {Eclesiastes 1.17,18}. Nem o rico se glorie nas suas riquezas, pois assim o fez Salomão, o homem mais rico sobre a terra, pois amontoou prata e ouro, tesouros de reis e de terras distantes; ajuntou bens, comprou e construiu tudo o que desejou o seu coração, todavia viu que tudo isso era vaidade e nenhum proveito havia {Eclesiastes 2.8-11}. Que o forte não se glorie na sua força como o fez Sansão e pereceu nas mãos dos seus inimigos. Deus o dotara com uma força física fora do comum com um propósito de livrar o seu povo do domínio filisteu. Sansão recusou-se a submeter a Deus e dedicou a maior parte de sua vida exibindo-se com orgulho sua capacidade e recursos extraordinários, julgando ele serem oriundos de músculos poderosos. Buscava egoísticamente a satisfação sensual com mulheres de moral duvidosa, em farras e bebedices sem fim, desprezando repetidamente seu compromisso com Deus {Juízes 13.7}. Abandonado por Deus, por causa de sua obstinada rebeldia, o grande Sansão fracassou no colo de uma frágil mulher. Aquele que roubara a glória que era de Deus, agora encontrava-se tolhido de sua força descomunal. Tolamente julgando ser invencível, fora humilhado, feito escravo de seus inimigos, e desesperado suicida-se entre as colunas de um templo filisteu. Nunca houvera um homem tão forte e ao mesmo tempo tão fraco. Temido e odiado; louvado e escarnecido; vitorioso e derrotado. Sansão, tal qual Salomão, escolheu amar a glória dos homens e esta foi a razão de seu fracasso. Mas, ainda há para o homem motivos justos para se gloriar. É perfeitamente lícito ao homen que se glorie em conhecer a Deus, em saber que ele é o soberano Senhor que dispensa sua misericórdia, executa seu juízo e exercita sua justiça sobre a terra. Se gloriar nisso agrada o homem ao Senhor. Há somente uma escolha a ser feita: Amar a glória dos homens ou amar a glória de Deus. É impossível optar pelas duas.
                                                                         Pr. Jadir Siqueira


As Quatro Visões de Jesus

“Uma visão menor que a de Cristo sobre a obra, nem é visão missionária”

O ponto de vista que Cristo tem sobre a obra missionária há de sempre ter  grande relevância para o direcionamento da igreja no cumprimento da grande comissão. O texto de Mateus capítulo 9, versículos 35 a 38, retrata objetivamente a perspectiva que o próprio Senhor tem sobre as condições da seara, sobre o trabalho a ser executado e as pessoas que irão realizá-lo. Percorrendo as cidades e povoados, Cristo cumpria sua missão ensinando, pregando e curando todo tipo de enfermidades, e neste envolvimento Cristo nos revela em suas palavras a dinâmica da obra missionária. De pronto Jesus, vê a condição deplorável em que se encontram as multidões: aflitas, exaustas, como ovelhas sem pastor. Destaca-se aqui a urgência da obra, pois as multidões de perdidos cambaleiam para a perdição eterna, sem  esperança, força física, sem  a proteção e direção de um guia espiritual. Ao contemplá-las, o sentimento de Cristo por elas é de profunda compaixão. A seguir, Jesus vê a dimensão da seara. Ela é grande, sua amplitude ultrapassa as fronteiras étnicas, geográficas, culturais e religiosas. Ainda que muitos sofram de miopia espiritual, e não consigam enxergar muito além da ponta de seu nariz, a seara continua sendo o mundo todo e seus limites se estendem até os confins da terra. Depois Jesus vê a necessidade de mais trabalhadores. Ele afirma que, apesar da imensidão da seara os trabalhadores são poucos. Impressiona-me o paradoxo existente entre o crescimento numérico dos evangélicos e a escassez de obreiros na seara. Vários títulos, inúmeros ministérios, mas poucos trabalhadores. Muitos vivem do evangelho mas não vivem o evangelho. Apesar dos séculos decorridos a situação continua inalterada – os trabalhadores continuam sendo poucos. Finalmente, Jesus vê a importância da oração para a realização da obra missionária. Ele enfatiza a necessidade de rogarmos ao Senhor da Seara que convoque trabalhadores para a sua seara.  Eis aqui um raro tipo de intercessão. Suplicamos por saúde, por emprego, por proteção, e por tantos outros motivos, mas quem se colocará em oração para que Deus envie mais trabalhadores para a obra missionária. Sou convicto de que o Senhor Jesus continua vendo a obra missionária da mesma maneira: Ele vê as multidões – e ainda se compadece delas; Ele vê a Seara – e assevera que agora ela é ainda maior; Ele vê os trabalhadores – e constata que eles continuam sendo poucos; e Ele continua vendo na Sua igreja uma incrível escassez de intercessão perante o Senhor da Seara para que mande mais trabalhadores para a Sua Seara.
Pr. Jadir Siqueira